Quarta-feira, 10 de Setembro de 2008
Sub-21 portugueses falham Euro 2009



 

PORTUGAL 2 - 2 REP. IRLANDA

Esperanças portuguesas falham apuramento para o Europeu

 

Competição: Qualificação para o Euro 2009 de Sub-21

Local: Estádio dos Barreiros, Madeira

Árbitro: Jérome Efong Nzolo (Bélgica)

PORTUGAL: Rui Patrício, Vasco Fernandes, Manuel da Costa, Nuno André Coelho e Gonçalo Brandão; Pelé, Manuel Fernandes e Miguel Veloso; Vieirinha, Ricardo Vaz Té e Paulo Machado
Jogaram ainda: Ricardo Baptista, Hélder Barbosa e Carlos Saleiro
Suplentes não utilizados: Miguel Lopes, João Moreira, Bruno Gama e Vítor Vinha
Treinador: Rui Caçador
Golos: Vaz Té (38') e Manuel Fernandes (45+1')
Rep. Irlanda: Redmond, Coleman, Liddle, Ryan e Spillana; Nolan, Judge, McCarthy e Amond; Garvan e Scannell
Jogaram ainda: Moore, Gleeson e Madden
Suplentes: Henderson, Moloney, Berrett e Dennehy
Treinador: Donald Givens
Golos: Garvan (50' e 65')

 

Se pelas ruas e avenidas do Funchal nos deparamos com cartazes alusivos aos 500 anos da fundação da cidade, com o slogan "uma porta aberta ao mundo", no relvado do Estádio dos Barreiros, os Sub-21 fecharam a porta para o Europeu de 2009. Quem tinha razão era Rui Caçador quando disse que se recusava a fazer contas. De facto, não era preciso estar a queimar fusíveis ou a desgastar os computadores. Portugal empatou com a República da Irlanda e ponto final na conversa.
Dito de outra maneira, para quem precisava de ganhar, o que se viu nos Barreiros foi muito mau. Mau porque estando a ganhar por 2-0 ao intervalo é impensável uma atitude passiva, displicente e descaracterizada como a que foi protagonizada pelos nossos Sub-21 depois do intervalo: no primeiro golo sofrido, ficaram a ver trocar a bola e, no segundo, Nuno André Coelho cometeu um deslize fatal.
No futebol, como na vida, não há milagres. As coisas não acontecem por acaso. Quando se trabalha pouco, os resultados não aparecem. Pode não ter sido por não ter treinado na véspera, mas a verdade é que, na segunda parte, houve uma quebra física. E houve também falta de discernimento e estabilidade para segurar uma República da Irlanda que levou para a Madeira apenas três jogadores dos que faziam parte da equipa que arrancou esta caminhada, a 7 de Setembro do ano passado, em Cork, na República da Irlanda.
Está bem que depois do empate dos irlandeses, na denominada fase do desespero, Portugal tudo fez para chegar ao golo. Faltou pontaria para acertar na baliza, como aconteceu por exemplo com Pelé, Vieirinha (mandaram a bola para as nuvens) ou Saleiro (no último lance do jogo entregou a bola ao guarda-redes irlandês), mas não faltou pontaria para fazer a bola bater no poste, como fez Hélder Barbosa.
Também é certo que Rui Caçador, que abdicou de dois extremos - Hélder Barbosa, o segundo a entrar, mexeu qualquer coisa, e Candeias foi um dos cinco jogadores a ver o jogo da bancada -, arriscou o que tinha para arriscar.
Arriscou e desta vez tramou-se. Tramou-se porque depois do primeiro golo dos irlandeses, passou a jogar com três centrais - sem Gonçalo Brandão e com Hélder Barbosa no lado esquerdo do ataque - e depois do segundo tirou Vasco Fernandes e recuou Miguel Veloso para o lado esquerdo da defesa, lançando o último trunfo, Saleiro, que acabaria por não ter efeitos práticos.
Contas desfeitas, o melhor que tem a fazer a maior parte dos jogadores que estiveram em Wembley, no sábado, e no Funchal, ontem ao fim da tarde, é fazer uma introspecção para tentar concluir que não se pode facilitar em toda e qualquer hora. O que falhou não foi vontade, foi apenas isto: humildade e raça.
Rui Caçador pode assumir as responsabilidades, pode dizer que deram uma lição de dignidade e o que quiser das críticas, até pode ter passado e currículo - e a verdade é que tem -, mas desta vez demonstrou receio, sobretudo no jogo de Inglaterra, e alguma capacidade de encaixar o que é verdade: jogámos mal e acabou a história.

 

(Crónica: O Jogo)



 

AVALIAÇÕES DA IMPRENSA

O que dizem os jornais sobre a prestação de Miguel Veloso

 

:: Notabilizou-se na primeira parte pela precisão no passe longo. Escondeu-se depois, mas foi dos últimos a baixar os braços.     (O Jogo)

 

DECLARAÇÕES NO FINAL DO JOGO

Sub-capitão de Portugal fala de frustração e desilusão

 

Miguel Veloso saiu de rosto carregado mas, ao contrário de Pelé e Vaz Té, acedeu falar com a imprensa. Quanto ao estado de espírito que reinava no balneário dos sub-21 após o afastamento da qualificação para o Euro 2009, o sub-capitão foi claro:

«Muito desiludidos. Entrámos bem, a fazer dois golos, mas depois reentrámos muito mal e aconteceram coisas que não deviam ter acontecido. Estamos frustrados e desiludidos, pela segunda parte frente à Irlanda e pela não qualificação. Não sei o que se passou. Há coisas que não dão para serem explicadas. São coisas que acontecem, e aconteceram infelizmente para nós.»

(Fonte: MaisFutebol)



publicado por Catarina às 16:30
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