Domingo, 8 de Junho de 2008
Entrada no Europeu com o pé direito

 

 

PORTUGAL 2 - 0 TURQUIA

 

Competição: Euro 2008

Estádio: Stade de Genève, Suiça

Árbitro: Herbet Fandel (Alemanha)

Portugal: Ricardo; P. Ferreira, Pepe, Ricardo Carvalho e Bosingwa; Petit, João Moutinho e Deco (F. Meira); Cristiano Ronaldo, Simão (Raul Meireles) e Nuno Gomes (Nani).

Suplentes não utilizados: Rui Patrício, Miguel, Bruno Alves, Jorge Ribeiro, Miguel Veloso, Quaresma, Hugo Almeida e Hélder Postiga.

Treinador: Luiz Felipe Scolari.

Golos: Pepe (61') e Raul Meireles (90'+2).

Turquia: Volkan Demirel, Hamit Altintop (Semih Sentürk, 76), Gökhan Zan (Emre Asik, 55), Servet Cetin, Hakan Kadir Balta, Mehmet Aurélio, Emre Belözoglu, Kazim Kazim, Tuncay Sanli, Mevlüt Erdinc (Sabri Sarioglu, 46) e Nihat Kahveci.

Suplentes não utilizados: Rüstü Recber, Tolga Zengin, Ugur Boral, Emre Güngör, Ayhan Akman, Tümer Metin, Arda Turan, Mehmet Topal, e Gökdeniz Karadeniz.

Treinador: Fatih Terim

 

Dois golos sabem a pouco para a quantidade de bom futebol ofensivo com que Portugal presenteou o Mundo durante uma hora e oito minutos. Depois as coisas mudaram e não foi para melhor. Mesmo que as estatísticas e o assessor deixem claro que nunca Scolari entrou tão bem numa grande competição de selecções, foi ele quem travou a cavalgada lusitana. Fê-lo, certamente, em nome do realismo e de um esquema de jogo alternativo, mas em termos práticos penalizou injustamente Nuno Gomes, que saiu quando estava a fazer um grande jogo e encolheu a equipa, à procura do contra-ataque que rendesse a confirmação, que só chegou em tempo de compensação.
Portugal entrou a jogar o futebol das multidões, empolgante, ofensivo, bonito, alternando a condução de bola no pé com diagonais para as alas, aqui e ali um toque de verticalização, menos aconselhável porque os turcos chegavam a juntar três médios-defensivos na frente dos centrais, temendo o jogo interior de Portugal e dando liberdade a Simão e Cristiano Ronaldo, ambos marcados à zona, apesar de o primeiro se encostar à linha e o segundo deambular pelo campo, à procura de espaços, inicialmente resistindo à tentação (indesejável) de ser ele a conduzir a bola.
O meio-campo português dominava as operações mesmo em inferioridade numérica, e um passe perfeito de 40 metros é tão bonito como uma chicuelina. E havia de tudo um pouco no jogo da nossa Selecção, conduzido por Deco, tendo em Moutinho, que foi subindo de rendimento, um peão de brega à altura, sempre disponível para encostar em Petit nos lances em que era preciso defender e a seguir aparecer no transporte da bola ou mesmo a aproveitar espaços junto da área turca.
O futebol foi fluindo com uma facilidade tal que os golos teriam de aparecer. Pepe marcou em jogada de laboratório, mas estava em fora de jogo; Ronaldo acertou no poste e Portugal foi para o intervalo com a marca incrível de 56% de posse de bola.
Terim, um mestre da táctica, desesperava e pulava na lateral. Para a segunda parte tirou o segundo avançado para meter mais um médio defensivo, ficando a jogar num estranho 4-três trincos-2 -1. Mas nem assim a Turquia tinha hipóteses de parar o futebol avassalador dos portugueses. Nuno Gomes atirou uma vez ao poste e outra à barra, porque o modelo de jogo assentava na equipa como luva de pelica. Um mimo, que haveria de render um golo, marcado por Pepe, uma central que gosta de correr com a bola no pé.
Depois de entrar o primeiro, parecia fácil adivinhar que outros se seguiriam, pois era magreza a mais para tanto caudal de jogo. Só que, de repente, Scolari, que tão bem tinha montado a equipa e elevado a confiança dos jogadores, decidiu acabar com a festa e trocou Nuno Gomes por Nani, passando Ronaldo a jogar como ponta-de-lança. Pouco depois permutou Simão por Raul Meireles e ficou a jogar em 4-4-2, encolhendo-se a tal ponto que os 56% de posse de bola do primeiro tempo terminaram em 48% no final da partida. Deixar jogar os turcos e apostar no contragolpe não acrescentou nada; pelo contrário, tirou qualidade ao espectáculo.
O fantástico golo conseguido no último lance da partida, já depois de Meira ter entrado para prevenir aflições, deu ao resultado uma aproximação à verdade.
Portugal entrou à campeão, podia ter construído um resultado histórico e deixou a promessa de que poderemos ver mais do mesmo. Assim seja essa a vontade de todos.

 

Crónica: O Jogo



publicado por Catarina às 22:58
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2 comentários:
De Tudo-Sobre-A-TV a 12 de Junho de 2008 às 17:19
Olá gostei do seu blog, visita o meu:
http://tudo-sobre-a-tv.blogs.sapo.pt/


De Joana a 19 de Junho de 2008 às 15:58
O blog´tá giro!!

Mas, o Miguel Veloso é LINDO, só podia ser LEAO, o pior que pode ser por pouco tempo.

Bjs
Continuaçao de bom trabalho com o teu blog

JOANA


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